QUE UTILIDADE TENHO NA OBRA?
Artigo Publicado em 23/08/2009
Gostaria de compartilhar de uma reflexão sobre este tema com você, caro leitor.
Imagine uma situação na vida prática, alguém que tenha uma notável habilidade manual. Um artesão que como ninguém saiba esculpir em madeiras ou pedras. Pois bem, imagine um daqueles momentos em que este artesão com inspiração artística comece a criar uma grande obra, não necessariamente em tamanho, mas deveras importante. De repente o artista no exercer do seu oficio observa que aquela ferramenta, não a preferida, mas a necessária para aquele serviço, não se acha disponível, o que fazer? Para não paralisar sua obra de arte este talentoso artesão lança mão de uma outra ferramenta e a utiliza na tarefa. Não se trata da ferramenta ideal para execução de um serviço tão nobre, porém por um determinado período de tempo esta ferramenta lhe é útil no serviço. Porém depois da obra concluída o artesão vai a procura daquela ferramenta que ele necessariamente utiliza em tarefas tão nobres e quem sabe nem se lembre mais daquela que acabara de utilizar. Obviamente não queremos fazer apologias de que sentimentos e razão, peculiar a seres humanos, podem ser encontrados em objetos, animais ou seres inanimados, não se trata disso, mas gostaria de ver esta ilustração com olhos espirituais. Tirar lições espirituais de situações do cotidiano é perfeitamente admissível, afinal, parábolas foram utilizados pelo nosso mestre na transmissão da mensagem salvadora.
Imaginemos agora eu e você, nós na obra de Deus. O arquiteto do universo precisa e quer executar obras em muitas vidas em muitos corações, fazer-se revelado à humanidade e para isso Ele precisará lançar mão de instrumentos, vasos para esta ação e quando Ele encontra você e eu, no momento em que Ele nos encontra, qual deve ser a reação do dono da obra do arquiteto do universo? "Vou usar este meu servo porque ele me é útil e encontra - se preparado para esta obra", ou diz "vou utilizar este até que o meu instrumento o verdadeiro servo esteja preparado". Em qual das duas afirmações você se enquadraria. Lembra - se do episódio quando Eliseu precisou fazer flutuar um machado que havia caído no rio. Ele utilizou - se temporariamente de um outro instrumento para chegar ao instrumento que seria utilizado na obra. Deus precisava falar com o profeta Balaão e Ele utilizou - se de uma mula para tal. Deus pode ter inúmeros motivos para ter utilizado um ser irracional nesta obra tão nobre, mas gostaria de me ater somente ao fato de que a mula não tinha nenhum compromisso com o criador de todas as coisas e nem muito menos Deus precisou fazer qualquer tipo de promessa para que a mula se deixasse usar por Deus, Ele simplesmente a utilizou. E finalmente, Deus permitiu que Saul governasse a nação de Israel, a pedido de um povo desprovido de uma visão espiritual até que Davi um homem segundo o coração de Deus estivesse devidamente preparado para assumir o posto de rei daquela nação, um homem segundo o coração de Deus. Em todos estes exemplos relatados houve o instante em que se o verdadeiro e ideal instrumento estivesse disponível seria usado e não haveria oportunidade de se utilizar recursos alternativos para se dar prosseguimento na vontade de Deus.
A que conclusão chegamos então? Estar fazendo algo na obra de Deus simplesmente porque eu gosto ou um alguém qualquer que não seja Deus prefere que eu faça não é o bastante. O ideal é estar no lugar, no momento e na posição que Deus venha se agradar a ponto de estarmos sempre habilitados para o serviço. Preocupar - se em estar sendo usado por Deus e não simplesmente utilizado por alguém é extremamente fundamental para alcançarmos a necessária maturidade espiritual. O que então devemos fazer é buscar de Deus a certeza de estar agradando - o. Lembre - se do profeta Isaias "eis me aqui envia - me a mim". Busquemos primeiro satisfazer a Deus e o nosso espírito se fartará de alegria e prazer por estarmos nos átrios dEle.
Será que alguém, se não você mesmo, poderá dizer para você o que acertar e como acertar para estar apto ao serviço de Deus? a resposta é não. Dentro de cada um de nós há um tribunal e diariamente estamos submetendo nossas ações a um juízo, baseado no que aprendemos de Deus. Assim só assim poderemos refletir nestas perguntas: A quem satisfaço quando estou trabalhando na obra? Estou considerando também a forma com que adoro a Deus? Sei a diferença entre ser usado por Deus e ser utilizado por alguém? Pensemos nisso e nos preocupemos em servir a Deus hoje melhor do que servimos ontem porque com certeza amanhã seremos melhores adoradores do que somos hoje. Vivamos em verdadeira novidade de vida.